16.12.09

Plenária tumultuada na Confecom

Primeiro dia da Plenária Final da Conferência Nacional de Comunicação começa com muito atraso e confusão. Como resultado da condução de uma mesa inexperiente, inverteu-se a ordem do regulamento interno da Confecom, que previa se fizesse primeiro a leitura das propostas que obtiveram mais de 80% nos Grupos de Trabalho e que irão direto para a Resolução Final da Confecom, e passou-se a votação das propostas que foram consideradas prioritárias nos GTs. Apenas duas propostas foram votadas. A primeira foi aprovada por aclamação e diz respeito ao incentivo para a criação de pontos de acesso público à internet. A segunda proposta, apresentada pelos empresários, gerou polêmica e tumulto. A proposta versava sobre o uso do Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações). Após diversas discussões paralelas de lideranças dos movimentos sociais, poder público e empresários e da dificuldade da mesa em conduzir o processo, votou-se pela não aprovação da proposta. A votação foi feita aos gritos de "O povo não é bobo, o Fust é do povo".

Alertados da alteração da ordem dos trabalhos e baqueados com a perda da votação, empresários, poder público e até setores da sociedade civil não empresarial conseguiram que se retornasse à ordem normal dos trabalhos. A argumentação é de que a sistematização que está sendo feita pela Fundação Getúlio Vargas ainda não foi concluída e poderia inviabilizar a votação de todas as propostas.

Até as 20h ainda se fazia a leitura das propostas aprovadas diretamente nos Grupos de Trabalho.

Para informações em tempo real siga: https://twitter.com/gugamachala e https://twitter.com/diracom.



15.12.09

Muito atraso, mas Confecom segue

CONFERÊNCIA NACIONAL DE COMUNICAÇÃO

Muito atraso, mas Confecom segue


Com bastante atraso nos trabalhos, terminou o segundo dia da Conferência Nacional de Comunicação, que acontece em Brasília até o dia 17 de dezembro. O destaque do dia foi a plenária para a votação do regulamento da conferência. Não se modificou muita coisa: Manteve-se o tema sensível na plenária final, mas se alterou a dinâmica de trabalho dos GTs, que, agora, terão que escolher dez propostas prioritárias (4 para empresários, 4 para movimentos sociais e 2 para poder público) para serem encaminhadas à plenária final. As propostas prioritárias serão escolhidas entre aquelas que tiverem votação entre 30 e 79% nos GTs. As propostas com mais de 80% serão encaminhadas diretamente para a plenária final; as que tiverem menos de 30% serão eliminadas. Após as 17h iniciaram-se os 15 GTs da Confecom. Para informações em tempo real, sigam https://twitter.com/gugamachalahttps://twitter.com/direitoacomunicacao.

25.11.09

Brasil negocia a compra de sistema antiaéreo da Rússia

Do Blog do Noblat:

O Exército brasileiro negocia com o governo da Rússia a aquisição de um sistema de defesa antiaérea inédito no país. Se realizada, a compra mudará o Brasil de patamar em termos de capacidade de defesa, acrescentará temperatura ao processo de militarização da América Latina e poderá provocar reações em Washington.

Uma comitiva brasileira esteve em agosto na Rússia para avaliar o sistema, o Tor-M2E. Uma equipe de dez técnicos russos irá expor mais detalhes de sua proposta em uma reunião hoje no Quartel-General do Exército, em Brasília.

O Tor-M2E é a mais recente geração de um sistema de defesa com mísseis terra-ar desenvolvido na antiga União Soviética. É considerado o mais eficaz modelo em operação no mundo. Ele serve para abater aviões, helicópteros, armas de alta precisão e mísseis, usando radar. Sendo de curto alcance, visa proteger cidades e instalações estratégicas.

Hoje, a defesa antiaérea quase inexiste no Brasil, sendo restrita a menos de 200 canhões com projeto dos anos 50, 112 lançadores portáteis russos Igla e alguns franceses Mistral. Não há meios para abater mísseis e, se um avião supersônico penetrar perigosamente o espaço aéreo brasileiro, irá ser confrontado apenas por aviões como o Mirage-2000 ou o F-5.

O diretor de Material do Exército, general Sinclair Mayer, confirma o interesse, mas diz que o negócio ainda está na fase das "tratativas" e que depende de recursos hoje inexistentes: "Como sabemos, nossas demandas de maior importância são grandes. Mas sim, do ponto de vista de defesa antiaérea, estamos desguarnecidos". 

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Já estava passando da hora de o Brasil dar atenção a suas forças armadas.... Não dá para ser uma potência mundial com sucatas da 2ª Guerra Mundial.


18.11.09

Pré-Sal não altera relações de poder

"As relações de poder na América do Sul não se alteram com a descoberta do Pré-Sal, mas se altera, talvez, o posicionamento geopolítico da América do Sul perante o sistema internacional", afirma o professor-doutor Javier Vadell, chefe do Departamento de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e professor do mestrado em Relações Internacionais da mesma universidade.

Vadell acredita que no âmbito regional a descoberta de recursos energéticos pode alterar a relação que se estabele entre o Brasil e países como Venezuela e Bolívia, que são detentores de importantes recursos energéticos. Para o professor, entretanto, o que o Brasil ganha de fato com a descoberta de recursos é uma capacidade maior de barganha no contexto de suas relações exteriores.

Nacionalismo e projeção global

A possibilidade de que a Zona Econômica Exclusiva da costa brasileira esteja repleta de petróleo, extraível a médio e longo prazo, e capaz de gerar recursos para União, na opinião de Javier Vadell, trás à tona aspectos simbólicos muito fortes. "Essa descoberta estimula fantasias nacionalistas para o brasileiro, mas ela não alterará relações de poder. Ela é um elemento a mais para estimular esse papel do Brasil como liderança regional e como projeção global", complementa.

É fato notório que a política externa brasileira, durante o governo Lula, tem se voltado cada vez mais para os fórums internacionais e para um aumento do diálogo sul-sul, do que são exemplos o incremento das relações com os países da Àfrica e do Oriente Médio e a busca por uma vaga no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

"O Brasil está gradativamente sendo visto de uma outra maneira [no cenário internacional]", acredita o professor Rodrigo Teixeira, professor do curso de Relações Internacionais da PUC-Minas. "O país vem barganhando essa sua importância energética, usando isso num contexto maior, como o de ser representante da América Latina no Conselho de Segurança das Nações Unidas."

Para Teixeira, o  Brasil nunca teve uma presença tão grande na resolução de conflitos na América Latina como agora. "A própria ajuda econômica que o país tem dado a países da região confirma isso", diz.

"Essa descoberta de petróleo na camada chamada pré-sal deve ser pensada no contexto mais amplo da política energética na América do Sul e da própria política externa no período Lula/Celso Amorim. O Brasil concretizou, na era Lula, uma inovação na àrea energética, ampliando sua matriz", explica o professor. "Neste momento, [o Brasil] apresenta-se como um dos países com maior autonomia energética no mundo", conclui.



24.9.09

Moção de repúdio ao jornal Estado de Minas



MOÇÃO DE REPÚDIO AO JORNAL ESTADO DE MINAS.


Repudiamos a prática tendenciosa do Jornal Estado de Minas, realizada no dia 23 de setembro de 2009, ao estampar em sua capa uma imagem do conflito ocorrido entre policiais e manifestantes nos arredores da Embaixada Brasileira de Tegucigalpa (capital hondurenha) juntamente a uma fotografia de Manuel Zelaya, presidente deposto, dormindo com seu tradicional chapéu por cima da face. Junto às imagens foi posta a seguinte frase "Enquanto Honduras pega fogo..."


Numa postura claramente antiética, o jornal dá a entender que as fotos são simultâneas, condicionando o leitor a crer que, enquanto toda a confusão ocorria nos arredores do prédio da embaixada, Zelaya tranquilamente dormia próximo a uma janela, durante o dia.

Somos contrários a atitude do Jornal Estado de Minas, que mancha não só a imagem de Minas Gerais, mas de todo o Brasil perante a comunidade internacional. Jornalismo não deve ser feito de forma tendenciosa; o jornalismo ancora-se nos fatos, na pluralidade de vozes, no respeito à ética e aos leitores. Conclamamos o Jornal Estado de Minas a prestar contas a seus leitores e à sociedade por tão vil ato de desrespeito ao direito humano à comunicação e à informação.


Assinam:

Associação Cultural Marcus Garvey
Associação dos Jornalistas do Serviço Público - Ajosp
Centro pela Mobilização Nacional em Minas Gerais
Grupo COEXISTA e Ponto de Cultura Imagem & Ação
Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social
Libertos Comunicação
Sind-UTE/MG
SINDICATO DOS AGENTES DE POLÍCIA DO ESTADO DE MINAS GERAIS - SINDETIPOL
Alexandre Nativa

Eliane Faccion - jornalista e publisher
Heitor Reis (militante da Abraço-FNDC, palestrante e articulista da Fenai - Federação Nacional das Associações de Imprensa)
Kerison Lopes - Secretário de comunicação do PcdoB-MG
Lucas Morais (militante da Esquerda Marxista)
Pedro Pena
Rogério A. Baracho - HIPHOPGERAIS INTERCÂMBIO
Aline Braga Farias Conceição - Jornalista

- Se você concorda com esta moção, por favor, assine-a e envie para Pro-Conferencia-MG@yahoogrupos.com.br

26.6.09

O preço do grama de cocaína em diferentes países

O preço da cocaína nas ruas varia enormemente. A droga custa menos na América do Sul e Central, onde a maior parte da cocaína é produzida, mas seu preço também é baixo no Marrocos, um destino do tráfico. Mundialmente, os preços variam de dois dólares o grama no Panamá a $300 dólares na Nova Zelândia, de acordo com o Relatório Mundial de Drogas da ONU.
Geralmente, quanto mais longe o país dos principais produtores e quanto mais isolado ele for, maior o preço cobrado. Os lugares mais caros para o uso da cocaína são Nova Zelândia e Austrália, onde o grama custa normalmente $312 e $285 dólares respectivamente. Os preços no Canadá e nos Estados Unidos, depois de anos em que a droga foi mais barata no Canadá, estão agora no mesmo nível, cerca de $97 dólares o grama. Fonte: The Economist






19.6.09

Mais do mesmo - Diploma de Jornalismo

Da minha parte, bebi o defunto con gusto. Deram com os burros n'água FENAJ e SINDJORNs que acharam que era só segurar e vangloriar o canudo que estava tudo bem. E é hilário que eles nem tivessem um plano B... O que o pessoal não parou pra perceber é que o jornalismo segue sendo uma profissão e o que se discutiu lá nos céus do STF foi a constitucionalidade da exigência do diploma. O pessoal segurou o diploma e esqueceu de olhar para suas próprias ações. Quando foi que a FENAJ ou SINDJORNs se posicionaram quanto à má postura dos veículos de imprensa? Quando foi que os jornalistas fizeram greve contra o cerceamento da liberdade de expressão dentro dos veículos? A única coisa que conseguimos fazer enquanto profissão, ao final, foi deixar o empresariado e o Supremo rir por último. Não vi quase ninguém de nós falando de direito humano à comunicação, de direito à informação, de concentração de mídia, de sistema público de comunicação, de TVs comunitárias, de baixaria na TV, de oficialismo na imprensa mineira... Agora é que o bicho vai pegar e nós (jornalistas e não jornalistas, comunicadores e não comunicadores) vamos ter que correr atrás de uma reformulação das bases da comunicação nesse País e nesse debate, estejamos certos, não há espaço para corporativismo mesquinho.